Essa notícia me deixou muito triste hoje. Não só porque perdemos um dos melhores diretores de arte que o Brasil já conheceu, mas pelo alerta e consciência que isso traz a todos nós, que trabalhamos no limite do stress, da pressão, do prazo estourado, das noites mal dormidas.
Não é brincadeira. Precisamos encontrar o equilíbrio. Hoje em dia quem diz que trabalha demais é aceito no grupo...no grupo dos bem sucedidos, dos ocupados. Quem tem tempo pra gastar, por menor que seja, é fracassado, tá fora do contexto..
Conversando com meu médico antes de uma cirurgia que precisei fazer, ele me disse que levará milhares de anos para que o corpo do ser humano se adpte a essa rotina que levamos. Nunca se operou tanto...nunca se teve tanto câncer... Forçamos nosso físico, levamos até o limite da resitência. Não priorizamos, muitas vezes, a boa alimentação saudável, deixamos isso para os professores de yoga ou vegetarianos. Comemos na hora errada, do jeito errado. Exercícios físicos só quando alguém que é importante pra nós, enfatiza o relaxo ..aí decidimos nos inscrever numa academia, para felicidade e lucro de quem vive disso, pois fazemos parte do target que dá rentabilidade....do plano de 1 ano que aparecemos apenas 12 vezes. Uma em cada mês, quando a consciência aperta. Tentamos nos enganar cada vez mais. É sempre o último cigarro, o último copo, a última noite, ou atribuimos ao momento da vida...que teoricamente passa.....mas que comigo nunca passou.
Anos atrás a IBM publicou uma pesquisa onde o assunto era: As pessoas mudam? Triste resultado. Os entrevistados responderam a seguinte questão: "Se um médico te obrigasse a mudar totalmente seus hábitos, para continuar vivendo, você mudaria?" Resultado: em cada 10 pessoas somente 1 mudaria.
Vivemos a era do agora.
Como é possível influenciar pessoas? Para irem além de comprar um produto ou serviço? Para mudar de atitude em prol da saúde e qualidade de vida?
Não estou fazendo apologia ao exercício físico....nem tampouco que o Tomas faleceu porque não pedalava todos os dias de manhã. É uma maneira de tentar, a começar em mim, mudar.


