Hoje cedo apresentamos uma campanha para um cliente que me estimulou a escrever. Nos dedicamos muito (inclusive esse é o nosso forte) para que todas as pontas fossem cobertas da maneira como o cliente nos posicionou em brieffing. Tudo certo, equipe alinhada, racional montado, dias de pesquisa, planejamento e criação... ok! Mas para uma apresentação ser perfeita ainda falta 1 ponta. O cliente. Na minha opinião cliente em dia de apresentação precisa se preparar emocionalmente, precisa reservar sala. Isso deveria ser tão importante quanto preparar números para apresentar aos estrangeiros ou estimar o volume de vendas do trimestre. O problema é que com o tempo tudo foi criando nova forma e nós sentimos sempre que estamos implorando por um pedacinho de terra que só os poderosos clientes podem nos dar. Quando na verdade somos vendedores como qualquer outro. A única diferença é que alguns vendem sorvetes, sapatos ou papagaios e nós vendemos comunicação. Vc já imaginou uma pessoa entrando numa farmácia para comprar shampoo e pedir para o balconista 5 tubos diferentes, de marcas diferentes com o seguinte apelo: vou levar 1 de cada marca para testá-los em casa, aquele que achar melhor volto para pagar. Isso parece absurdo, mas é exatamente o que acontece hj em dia na comunicação. Criamos uma campanha inteira, do logo a estratégia de venda, para no final ainda corrermos o risco de ouvir um simples "sua agência não atingiu nossos objetivos, gostariamos de contar com a compreensão de vcs e quem sabe numa proxima oportunidade........" Isso quando mandam alguma coisa...porque na maioria das vezes esperamos ansiosos por uma resposta que acabamos recebendo meses depois pela boca do concorrente. É ...nossos princípios evoluiram...ou regrediram. Mas continuamos no mercado da comunicação. Continuamos porque gostamos, ou melhor, amamos. Mas voltando a apresentação de hj cedo, gostaria de dizer que o cliente nos tirou do chão pela maneira receptiva como nos recebeu. Sentimos orgulho do tempo que nos dedicamos e saimos de lá com uma convicção. Mesmo que o job não seja nosso, fomos recebimos com o cuidado que uma marca precisa dar para alguém que tem trabalhado por ela. E o que constroi a marca é justamente isso. No score final...lá no ponto de venda, tudo isso se reflete. Nao é apenas o preço, a promoção, a promotora ou a força da marca. São as atitudes, desde a concepção do projeto, que fazem toda a diferença. Mas o universo não coloca agência certa com cliente errado. Graças a Deus temos acompanhado a evolução da nossa agência pela evolução dos nossos clientes e esse é o nosso principal feedback.

